31 de julho de 2014

Acusado de obrigar jovens a pular de trem é condenado a 26 anos de prisão

O jovem Danilo Gimenez Ramos, um dos acusados de obrigar dois rapazes a pular de um trem em movimento, em 2003, em Mogi das Cruzes (SP), foi condenado na noite desta quarta-feira (30) a 26 anos, oito meses e 25 dias de reclusão. Ele ainda poderá recorrer da sentença em liberdade.

 

Ramos era acusado da morte de Cleiton da Silva Leite e da tentativa de homicídio de outro rapaz, Flávio Cordeiro. Segundo a acusação, Cleiton e o amigo Flávio se jogaram de um trem após serem ameaçados pelo réu e outros dois jovens. Os agressores foram apontados como skinheads e teriam implicado com os rapazes porque eles vestiam blusas de bandas de punk. Cleiton, então com 20 anos, morreu após a queda, enquanto Flávio, de 15 anos, perdeu o braço.

 

Além de Ramos, os outros dois acusados também foram condenados pelos crimes. Juliano Aparecido Freitas foi condenado em maio de 2011 a 24 anos e 6 meses de prisão, e Vinicius Parizatto a 31 anos de prisão.

 

A polícia identificou os três após a divulgação de imagens, captadas pelo circuito de segurança da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que flagrou o momento da queda das vítimas, assim como embarque e desembarque dos três acusados.

 

(Com informações da Folha de S.Paulo)

30 de julho de 2014

Idoso em pé é cena comum nos vagões do Metrô

Lucilene Oliveira/ Diário SP / Flagrante de idoso em pé

Assento preferencial é utilizado por usuário comum, enquanto aposentado viaja em corredor

Por: Lucilene Oliveira
lucilene.oliveira@diariosp.com.br

Mesmo fora do horário de pico, não são raras as vezes em que pessoas com mais de 60 anos não conseguem um lugar para sentar no Metrô de São Paulo. De manhã, a queixa dos idosos é que, por causa da superlotação, na maioria das situações quem está no banco reservado não cede o assento.

Nos horários entrepicos, devido à grande concentração de idosos, a reclamação é outra. “Se já tem um idoso ou grávida  no banco preferencial nem adianta achar que vai sentar. As pessoas que estão no comum não perguntam se a gente precisa do assento”, disse a dona de casa Conceição Aparecida dos Santos, de 65 anos, que faz o percurso da Estação  Arthur Alvim à Sé, da Linha 3-Vermelha todas as terças-feiras.

“Eu nunca peço para sentar. Só uma vez eu pedi porque estava passando mal. A pessoa que estava no preferencial não deu. Uma moça de outro assento  levantou para eu sentar”, acrescentou a idosa.

Na manhã de ontem (29) o DIÁRIO flagrou o desrespeito ao assento reservado. Um aposentado de 68 anos viajou cerca de 30 minutos em pé da Estação Sé à Penha. Roberto Gimenez fez todo o percurso em frente a um banco preferencial, ocupado por um homem de meia idade.

 “Eu não peço para sentar. Graças a Deus ainda consigo andar. Prefiro ir em pé para evitar confusão. É melhor do que receber uma resposta atravessada”, disse Roberto.

Na maior parte do tempo o homem que ocupava o banco preferencial irregularmente estava com os olhos fechados ou olhando para baixo. “É uma tática. Eles fazem que não estão vendo. Fingem que estão dormindo ou ficam de cabeça baixa usando o celular”, observou a aposentada Eli Silva, 66.

As amigas Helena,  70, Elvira, 74, e Elza, 66, fazem ginástica laboral todos os dias no Tatuapé, na Zona Leste. Todas moram em Itaquera. De Metrô, o percurso é feito em menos de trinta minutos. De ônibus, o tempo chega a dobrar.

“Mesmo assim, de manhã nós vamos de ônibus porque vamos sentadas. Só na volta (no início da tarde) a gente usa o Metrô”, disse Helena.

Queixas de banco reservado caíram 24,5%, diz empresa

Em nota, o Metrô afirmou que  as orientações sobre o uso adequado dos assentos preferenciais são feitas constantemente por meio de avisos sonoros nos trens e nas estações. “Além disso, o uso correto dos bancos reservados  foi tema das campanhas educativas (Espalhe Respeito e Metrô para Todos), feitas pela companhia recentemente para incentivar o bom convívio no sistema”, afirmou a empresa.

De acordo com o Metrô, no primeiro semestre de 2013, o serviço de denúncia recebeu 311 queixas. No mesmo período deste ano foram 235, uma queda de 24,5%. No entanto, nenhum dos passageiros ouvidos pela reportagem disse já ter denunciado o uso inadequado do assento.  

A disposição dos assentos preferenciais no Metrô segue as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e todos são destacados por uma cor diferente dos demais assentos, além de contarem com placas que indicam a preferência.

Diário de SP

Mudar o horário do metrô só atende a Globo

Metrô de São Paulo vai funcionar até 0h30 nos dias de jogos que começam às 22h, depois da novela "Império".
Por Kiko Nogueira

A decisão de manter o metrô funcionando até mais tarde em dias de jogo no Itaquerão não é boa para o torcedor, não é boa para o esporte, não é boa para os funcionários, não faz sentido.

Ou melhor, faz sentido para quem manda no futebol e, em certa medida, na cidade: a Globo e, em sua cola, os dirigentes e quem tem medo ou se beneficia do conluio.

A resolução foi tomada numa reunião entre o presidente e o ex-presidente do Corinthians (para que os dois?) e secretários de Geraldo Alckmin. Partidas continuarão acontecendo às 10 da noite, para coincidir com o fim da novela “Império”. A CPTM passará a operar até meia-noite e meia, ao invés de 0h19. Isso vale também para o Pacaembu, o Palestra Itália, o Morumbi e o Canindé.

(Na quarta passada, corintianos que ficaram até o fim da partida perderam o trem. Os que saíram antes não viram o gol de Renato Augusto contra o Bahia.)

A suposta rapidez com que o problema foi resolvido significa, na verdade, que as coisas já estavam bem encaminhadas. Foi-se uma chance de, se não acabar com uma aberração, ao menos colocá-la em discussão de maneira transparente.

Não há problema no metrô funcionar até mais tarde em determinados dias da semana. O de Paris, por exemplo, vai até as 2h15 às sextas e sábados. A questão é o motivo. O transporte público de uma cidade como São Paulo ficou de joelhos diante de uma grade de programação televisiva.

Altino Prazeres, presidente do sindicato dos metroviários, declarou à ESPN que o atendimento será prejudicado. “Além de torcedores, eles são trabalhadores. Mesmo com o metrô aberto, eles demoram para chegar em suas casas e ainda têm de ir ao trabalho no dia seguinte. Por que não se muda o horário do jogo? É uma decisão que só atende à TV Globo”, afirmou.

Altino viu o óbvio: “O que me deixa inconformado é que tem uma decisão muito mais fácil nesse caso, que é a de mudar o horário do jogo. O cara que vai de carro para lá tem de voltar para a casa de madrugada, se arriscando, por causa de uma TV”.

Como no “Leopardo”, algo deve mudar para tudo continuar como está. O estádios vazios são apenas a parte mais feia e visível da história.
DCM
Kiko Nogueira é diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Jogo do Palmeiras vai estrear novo esquema do metrô de São Paulo

Um problema vivido pela torcida do Corinthians foi estopim para mudar o esquema de transporte público em São Paulo. Depois de os torcedores alvinegros terem sofrido para deixar o Itaquerão na semana passada, a diretoria do clube articulou um encontro com o Governo do Estado de São Paulo e conseguiu uma alteração no horário de operação das estações de metrô que ficam próximas a estádios. Mas o primeiro beneficiado do novo sistema vai ser o Palmeiras, que jogará contra a Fiorentina às 21h50 desta quarta-feira (30), no Pacaembu.

 

A partida válida pelo torneio amistoso Copa Euro-Americana vai ser a primeira em que o metrô de São Paulo terá ajuste de operação. Nesta quarta-feira, a estação Clínicas, que faz parte da linha 2-Verde, ficará aberta até 0h30 para atender o público que for ao Pacaembu.

 

Torcedores que conseguirem entrar até 0h30 terão garantia de conexões e acesso a diferentes linhas do metrô. A operação será repetida em todos os jogos realizados em São Paulo às 21h50 de quarta-feira.

 

O novo formato de operação do metrô foi alinhavado em reunião realizada na última terça-feira, no Palácio dos Bandeirantes. Mario Gobbi, presidente do Corinthians, e Andrés Sanchez, responsável pela gestão do estádio, estiveram com Julio Semeghini, secretário Estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional, e Jurandir Fernandes, dos Transportes Metropolitanos. Luiz Antonio Carvalho Pacheco, presidente do Metrô, também participou do encontro.

 

A reunião durou cerca de 1h30. Gobbi e Andrés expuseram o problema causado em Itaquera na semana passada – a vitória do Corinthians por 3 a 0 sobre o Bahia na quarta-feira (23) foi o primeiro jogo do time alvinegro no estádio às 21h50 de um dia útil. Por causa do horário de fechamento do metrô, muitos torcedores tiveram de deixar o Itaquerão ainda com o segundo tempo em andamento. Houve correria, e muitas pessoas não conseguiram chegar antes do fechamento da estação.

 

Depois disso, a diretoria do Corinthians conseguiu agendar para terça o encontro com o governo. A reunião serviu para definir a mudança no funcionamento do metrô, mas estendeu a benesse a todos os estádios de São Paulo em quartas com partidas às 21h50.

 

Em Itaquera, as estações Artur Alvim e Itaquera funcionarão até 0h30 em dias de jogos. No Pacaembu, o horário vale para Clínicas. A medida também abrange Morumbi (estação Butantã) e Canindé (estação Tietê).

 

UOL Esportes

Metroviários reclamam de mudança em SP, e sindicato vai discutir reação

O Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo fará na próxima segunda-feira (04) uma reunião para discutir como reagir à decisão tomada pelo governo estadual na última terça (29).

Após reunião com representantes do Corinthians e com a presidência do Metrô, as Secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Regional e de Transportes Metropolitanos resolveram alterar o horário de funcionamento do metrô em quartas-feiras com jogos às 21h50. 

Funcionários não foram consultados.
"Nem consultaram os trabalhadores sobre a possibilidade de estender a operação comercial. Nós ficamos numa expectativa de que seríamos minimamente abordados, mas não. 

Vamos ter problemas, evidentemente, mas queremos transportar a população. Só uma adequação é necessária para isso", afirmou Alex Fernandes, secretário-geral do sindicato.

A preocupação do grupo que representa os funcionários é baseada em três aspectos: a diminuição de horário para manutenção preventiva, o esquema de segurança nas estações e a falta de contingente para trabalhar depois da meia-noite.

"Já existe uma operação nesse horário, ainda que não seja aberta ao público, porque há manutenção para que o transporte seja retomado às 4h40. É muito arriscado estender o horário porque são feitas as manutenções. Eles vão estender a jornada, mas vão colocar mais funcionários? Vão garantir a segurança do sistema e dos funcionários?", questionou Fernandes.

A mudança no sistema foi alinhava em reunião realizada na última terça-feira, em São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes. Em quartas-feiras de jogos às 21h50, estações que ficam próximas de estádios ficarão abertas ao público até 0h30.

A extensão terá um custo. Segundo o Governo do Estado de São Paulo, contudo, esse investimento será compensado por um acréscimo no movimento em estações.
"A princípio, vamos solicitar uma reunião com o metrô para esclarecer as coisas como elas são. Vamos tentar adequar os procedimentos", completou Fernandes.

O sindicato defende que a operação do metrô seja estendida até a noite, mesmo em dias sem jogos. Já houve conversas sobre isso, mas nenhum acerto foi feito até aqui.

A agenda do sindicato contempla reuniões ordinárias semanais às segundas-feiras. Na próxima semana, a ideia é ver o que o grupo pode fazer e que tipo de reações os funcionários podem ter por terem sido alijados da discussão.

Uol Esportes
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